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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

onde o palco da minha vida antiga encontra o elenco da nova.

... e lá vamos nós novamente para as expectativas, planos e resoluções que acarretam cada chegada de um novo ano, inteiramente brilhante e coberto de esperanças. mas seria um equívoco saudar os próximos 365 dias sem parar pra refletir a importância de 2008 pro resto da minha existência. eis a pretensão deste pequeno post.

2008 foi o melhor ano da minha vida em inúmeros aspectos diferentes. não foi um ano onde predominou a felicidade e o sorriso fácil, é verdade. aliás, a primeira metade dele foi marcada exatamente por dias nublados taciturnos e lúgubres, de uma nostalgia pálida e de uma saudade dos dias em que a vida era mais simples e não fazia-se necessário encarar nossas responsabilidades nos olhos e aceitá-las. 2008 foi o limite: não havia mais tempo nem desculpas, era hora de aceitar de uma vez por todas. e quando fiz isso, vi um fantasma que me assombrara por 2 décadas se esvair com extrema facilidade. chega a ser estúpido olhar para um ano atrás e ver tanta coisa que eu guardava pra mim, com medo do mundo. tanta coisa que transformei em barreiras na estrada da vida quando não passavam de pequenos buracos no asfalto. 2008 trouxe a clareza de que homossexualidade não caracteriza ou limita ninguém. não define sua personalidade, sua posição no mundo ou na sociedade, não te torna menor que ninguém. e, principalmente, de que uma característica biológica nunca será mais importante que o seu caráter.


2008 foi definitivamente o ano de crescer. seja no lado profissional, onde tive pela primeira vez um emprego de verdade. e mesmo que no momento eu esteja muito de saco cheio da casa do doce, é inegável o quanto eu cresci profissionalmente ali. não fui o funcionário do ano nem me empenhei devidamente, mas aprendi muito sobre responsabilidade. um aprendizado do cacete, de verdade. o amadurecimento sentimental também ficou evidente muitas das vezes. foi um ano de buscas, tentativas, paixões platônicas exacerbadas e (por que não?) de primeiros beijos. há, contudo, certa frustração por minha parte de acabar o ano sozinho, confesso. mas sei que esse processo de desventuras amorosas é parte integrante do nosso crecimento pessoal. devia ter acontecido há algum tempo atrás, talvez na pré-adolescência, mas eu sempre fui uma pessoa um tanto atrasada. (rs).


2008 foi o ano do gu, da ágatha, das minhas 2 bias, do phill, da lezinha, do di, da nati (leitora mais assídua desse blog, que fique registrado), da tassi, do mira, da gabi, da tia val, do bruno, do marcio, da fê... de todas as minhas pessoas. cada um exercendo sua importância na minha vida com suas singularidades... nada faria o menor sentido sem vocês.

e principalmente, 2008 foi um ano de transição. daqui há 30 anos, quando eu olhar pra trás pra analisar minha vida, eu terei pleno conhecimento de que o ano de 2008 foi aquele o qual eu criei coragem pra gritar ao mundo "HEY, EU SOU ASSIM E NADA E NINGUÉM VAI ME MUDAR!". como esteve convenientemente escrito no sub-título do meu blog durante o ano inteiro, "onde o palco da minha vida antiga encontra o elenco da nova". esse foi o ano de 2008.


e se 2008 foi o ano da teoria, tenho certeza absoluta que 2009 é o ano de exercer minha LIBERDADE no sentido mais amplo de sua conotação.


simbora, galera.. 2009 nos aguarda. ;)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"realize that life goes fast": vinte-e-três (epílogo)

pois é, agora eu tenho 23. e, convenientemente, nada mudou. tudo está exatamente no mesmo lugar e eu me sinto o mesmo que eu era no dia 17 de dezembro. mas os 23 anos trouxeram, acima de tudo, equilíbrio. nesse momento eu sei medir exatamente a pessoa que sou e a pessoa que quero ser, os meus erros e os meus acertos, meus passos firmes e meus tropeços. e quando você passa a ter esse nível de consciência sobre você mesmo é sinal de que você alcançou o índice de amadurecimento necessário para ser caracterizado como um adulto. sim, demorou um bocado, mas no momento eu me sinto mais adulto que nunca (rs).

um agradecimento singelo a todas as pessoas que usaram de suas palavras sinceras para me cumprimentar no dia de ontem. eu confesso que me sinto meio constrangido com essa coisa de "parabéns", mas o carinho emanado por vocês é de encher meu coração de contentamento.

e agora, com licença, mas gostaria de falar com 4 pessoas em particular u.u (rs):

ágatha e gu: nada mais conveniente que um post em parceria de vocês dois, onde vocês dissecaram o nosso pequeno triângulo particular com perfeccionismo ímpar. eu confesso que no momento atual da minha vida, vocês são parte tão crucial dela quanto o ar que respiro (deixando de lado o romantismo brega e me referindo à parte orgânica mesmo), porque eu não consigo SEQUER imaginar olhar pro lado e ver que não tenho vocês dois ali. eu sei que essa necessidade é até um pouco apreensiva, mas prometo que não é nada doentio, viu? (rs).
as palavras de vocês aqui nesse blog retrataram perfeitamente o que somos juntos: parece até coisa de filme de comédia bizarro americano, mas o nosso menaginho é o que há (rs!).
amo vocês, okay?
e bichinha safada é o caral*o que os partam u.u
sou um homem centrado, moldado às regras da alta-sociedade e digno de respeito. (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, escaralhei).

bia-beatriz: é íncrivel conferir que ainda estás bravamente aqui, a me aturar da mesma forma que me aturava há 3 anos atrás, quando éramos tietes incansáveis do músico-surfista. algumas vezes cheguei a pensar que você pularia do barco, porque você aí, tão interessante e amadurecida e eu aqui um boboca com paixões platônicas. mas a cada dia que passa, incrivelmente os laços se apertam e nos entendemos da nossa forma, mesmo no silêncio do msn
ou nos depoimentos escondidos do orkut (uma coisa meio calendário-de-padres, se é que você me entende, rs). a necessidade física se torna obsoleta diante do quanto consigo te amar só aqui pela telinha do pc, viu? claro que ainda quero te ver novamente, me perder na noite de são paulo contigo e apertar suas bochechas até deixá-las roxas (rs). mas o que importa é poder parar pra refletir um pouquinho e contemplar a grandiosidade do que construímos.
obrigado por nunca ter desistido de mim, okay?
ps: deu pra perceber que realmente NÃO sabes postar vídeos no blog (rs).

bia-bianca: deus, o que fiz pra merecer uma coisinha tão preciosamente linda e doce na minha vida? sei lá, você, sua caipirazinha linda, deve ser algum presente que estou recebendo nessa vida por bons modos na vida anterior (rs).
mas, falando sério, enquanto lia suas palavras, parecia que havia uma vibração emanando da tela do computador, uma coisa suave e cheia de vida, provida de afeto e amor verdadeiro. algo que eu não sei explicar muito bem, mas que encheu meu pequeno músculo pulsante de contentamento.
eu sempre gostei particulamente de usar a palavra sincero para adjetivar o amor genuíno que temos um pelo outro e suas palavras me deram ainda mais certeza que a escolha da palavra não foi vã: o que sentimos um pelo outro é muito puro e natural, mew, totalmente despido das coisas falsas que vemos aí pela internet.
eu sou apaixonado pela sua pessoa, bianca. a cada dia que passa, a cada nova janela de msn aberta, você conquista ainda mais minha admiração e o meu amor. e sei que estou dedicando esse sentimentos à pessoa certa, tenho certeza absoluta disso. te amo, viu?

"We rule the world together
With out secret codes
And plans we can't remember"

vocês 4, gu, ágatha, bia-beatriz e bia-bianca, são no momento a melhor parte dos meus 23 anos. desculpem por colocar toda essa responsabilidade em suas costas, mas daí veio o pedido de escreverem no meu blog no dia do meu aniversário: para descrever o quão sortudo eu sou de ter o amor de 4 pessoas tão especiais, precisava ser em vossas próprias palavras.

e vocês se saíram perfeitamente bem.

you've made my day special.
and i love you endlessly.

que venham os 24 (sugestivo, não, KKKKK³).

domingo, 2 de novembro de 2008

useless top five - festas frustradas

meu computador finalmente retornou ao seu lar e, para festejar, nada melhor que um useless top 5 listando as 5 piores festas da história \o/

para quem não se lembra, o useless top 5 (top cinco inúteis) é um quadro fixo do meu blog que enumera periodicamente os 5 melhores numa categoria irrelevante e sem importância alguma. e no post de hoje eu vou relembrar as 5 festas onde tudo deu errado, o álcool passou da conta e o bom senso foi inexistente. uma breve exposição das boas lembranças de minha adolescência.

5º lugar: luau da carina no amparo

- cúmplices: gustavo, filipe, diego e ísis.

essa festa já começou errada antes mesmo de chegarmos lá: quando estávamos saindo da minha casa, rodolfo, um mendigo-celebridade aqui do bairro estava mijando na frente do portão. segundo o depoimento de filipe, que analisou minuciosamente as partes íntimas do eterno chapolim, seu orgão genital estava parecendo uma linguiça de frango, graças à doença de pele que ele adquiriu e que afeta a pigmentação de sua pele. depois disso pegamos o ônibus, e após uma longa viagem (amparo é um distrito rural e fica há uns 30 minutos da cidade), chegamos ao sítio onde aconteceria a festa.

com o álcool liberado, não foi difícil para mim e para o diego - na época, sempre os dois primeiros a ficarem embriagados - perdermos rapidamente a consciência de nossos atos. digamos que diego passou a noite com uma das toalhas de mesa sobre a cabeça fazendo a dança do fantasma no meio da pista. em momentos mais corajosos, ele arriscava brilhantemente o moonwalk, pra delírio de todos que já estavam com a barriga doendo de tanto rir da cara dele.

já eu me encontrava jogado numa mesa, no meu estado depressivo já inerente dos meus porres. entreguei uma rosa a uma das meninas, no melhor estilo boêmio e vomitei na parte de trás da casa, escondido dos demais convidados. maik, o namorado da carina, insistia para me levar para casa, mas eu relutava, decidido a ficar ali enquanto houvesse álcool.

filipe e gustavo, enquanto isso, partiam para o flerte: quem gustavo beijou eu não lembro, mas como esquecer a mulher peluda com quem filipe se atracou sem vergonha nenhuma? (rs). e o pior de tudo é que um ex-namorado da bigoduda estava por lá, o que quase rendeu uma briga. os seguranças interviram, para sorte do filipe, porque se ele apanhasse por beijar um demônio daqueles, ele tomaria outra coça minha no dia seguinte (rs).

passados os momentos de tensão e embriaguez, coisas estranhas começaram a acontecer. sem muitos detalhes, diego e sua tática da manha-pós-álcool fizeram mais uma vítima, filipe quase teve um filho de tanto ciúme e gustavo me ridicularizou, me apresentando bêbado a uma menina - na verdade, ele queria pegar a amiga dela. ele sempre usava essas táticas ¬¬'.

passei mais ou menos 1 hora dando idéia na menina, gastando minhas péssimas cantadas e dizendo coisas estúpidas como "você é a mulher mais linda que eu jás vi". (rs). e na hora de ir embora, fui deitado no ombro dela, com a ânsia de vômito corroendo meus nervos. mesmo depois de todo esse esforço, não consegui arrancar um beijo da menina, o que rende a essa festa o 5º lugar desse useless top 5.

(na foto abaixo, a única prova ocular dos vergonhosos acontecimentos daquela noite de sábado. por bom senso, nenhuma outra foto foi tirada, rs).


4º lugar: formatura da carina na sef


- cúmplices:
gustavo, filipe, diego e danúbia.

tem gente que não aprende a lição mesmo: depois de toda a vergonha feita no luau, eis que carina nos aparece vendendo convites para sua festa de formatura, novamente com bebida e comida liberadas. óbvio que não seríamos imbecis de perder uma bocada dessas e lá ficamos nós por mais de uma hora na fila até a portaria ser liberada. nesse tempo, já bêbados, fizemos amizade com algumas ladies deveras perturbadas que moravam logo ali do lado e demos boas risadas com elas.

entretanto, quando a entrada finalmente foi liberada, o efeito etílico em nossas mentes já tinha nos abandonado e, caretas, não conseguimos aproveitar muito a festa, não. mas lembro que lá foi a primeira vez na vida onde ouvi a belíssima melodia do mc créu. a primeira vez a gente nunca esquece (rs).


tudo bem que a festa não estava lá essas maravilhas, mas quando as bebidas foram finalmente liberadas, filipe fez um favorzinho pra gente: um ex-namorado da ex-namorada [?] do gustavo estava por lá, doido pra arranjar treta com ele. gustavo tava bem na dele, se contendo, mas filipe (que na época fazia tiro de guerra e esta se achando o tom hanks em soldado ryan) deu um tapa na cara do rapaz e arranjou uma confusão dos diabos. o segurança apartou a briga e nos convidou, educadamente, para nos retirarmos da festa. ¬¬'

uma hora de fila. 30 minutos na festa. frustração total, 4º lugar.

3º lugar: 746 american bar

- cúmplices: filipe, gustavo, diego, marcinho, fernanda, ingrid e lauane.



nós praticamente passamos nossa adolescência no 746, a única boate da qual gostávamos de friburgo. e das várias vezes que fomos lá, não foram poucas as que o álcool foi um pouquinho demais, mesmo que a bebida liberada fosse até meia noite e nós chegássemos sempre às 11:59. mas uma em particular foi a mais vergonhosa de todas.

era uma noite onde a área vip da festa era só para as mulheres e acabei encontrando com a lauane por lá. ela estava na área vip, extraviando copos de vinho pra gente (rs). misturados com as tequilas (que até hoje há dúvidas se realmente eram tequilas ou pirasssununga misturada com alguma coisa) e com as cervejas, o efeito foi rapidamente desastroso: caí na parte externa da boate, agarrado à lixeira,quase vomitando o estômago junto. a queda de pressão me causou um frio intenso e fernanda tirou seu bolero e me deu para que eu me aquecesse. enrolei meus braços ao pequeno tecido, deitei no chão de concreto e fiquei por ali tremendo, até finalmente melhorar (algumas horas depois).

naquela mesma noite eu reencontrei a lau, nos abraçamos e talz e eu disse no ouvido dela: "eu não posso te beijar, eu estou todo vomitado". romântico, não? (rs). daí alguém veio tirar fotos e eis que saímos num site de festas desse jeito, completamente bêbados:

notem o bolero da fernanda ainda pendurado em meus ombros. tsc, quanta vergonha! 3º lugar. >.<

2º lugar: churrasco do p******.

- cúmplice: filipe.

tenebroso, assustador, vergonhoso, embarassador... faltam adjetivos para caracterizar aquela noite, onde entrei de gaiato num churrasco de certos amigos do filipe. nenhum nome dos presentes será citado, para vocês terem noção do nível de vergonha que essa pequena reunião pode proporcionar a quem estava lá. usarei pseudônimos e manterei em segredo a identidade das pessoas envolvidas.

era noite de sexta feita e filipe me chamou pra ir no tal churrasco. eu não tinha grana para pagar, mas filipe conversou com jurema e ela deixou eu entrar mesmo assim. jurema é um amor, beijos para ela (rs). o churrasco estava acontecendo numa laje, onde também ficava o quarto do dono da casa e, de início, todo mundo estava bem comportado. mas bastou uma garrafa de vodka de segunda qualidade com um drops de bala halls para neguim perder a cabeça. diante de uma trilha sonora bem poética ("quero que o mundo se acabe em b*ceta / só pra eu morrer f*dendo / quero que o mundo se acabe em p*roca / só pra eu morrer sentando"), jurema, duda e creusa rebolavam, se agarravam, levantavam a saia, caiam na cama de pernas pro ar e repetiam o refrão aos berros, fazendo daquelas palavras sua meta de vida. então jurema foi pro quarto com seu namorado e trancou a porta, pra momentos depois relatar que o cara era um frouxo e não partiu pro ataque.

mas o dono da casa não fez o mesmo: facilmente adalberto levou creusa pra rede e lá os dois fizeram momô gostoso (lol). o problema é que, mesmo trancando a porta que levava da laje pro quarto, as laterais da casa davam passagem para a varanda e, o que devia ser um momento íntimo virou um verdadeiro big brother: todo mundo acompanhou junto os movimento frenéticos na rede. pura putaria imprópria pra menores de 18 anos. rolam boatos de que juquinha, o mais novo de todos os presentes ficou ao lado da rede, masturbando-se deliberadamente. isso eu não vi, mas diante da libertinagem que presenciei, não duvido nada que possa ter acontecido. mesmo porque juquinha tem cara de quem faz essas coisas (rs).

quando acabaram o ato, adalberto apareceu sem camisa, virou uma garrafa de alguma bebida alcóolica no gargalo e respirou fundo, teatralmente. seus amigos, inclusive o frouxo namorado de jurema, o abraçavam e o congratulavam, enquanto eu, encostado numa das beiradas da laje, assistia a tudo incrédulo, abanando a cabeça. chamei filipe pra ir embora, mas ele insistia em ficar. o sem-noção ainda chamou creusa de piranha e a menina começou a chorar, dizendo que ter dado pro adalberto assim não fazia dela uma piranha [???????]. demoraram a conseguir acalmar a menina, com conselhos poéticos e relatos sobre suas próprias vidas. um espetáculo!

é desse freak-show apelidado de churrasco o 2º lugar do useless top 5: festas frustradas.

1º lugar: festa de formatura do CNSD

- cúmplices: gustavo, filipe, diego e josué.

o primeiro porre a gente nunca esquece. essa afirmação é de tamanha sabedoria, já que a primeira vez que caí de bêbado é até hoje um dos dias mais vergonhosos da minha existência.

quando eu e gustavo chegamos à rua, ingenuamente com uma long neck em mãos cada um, filipe, diego e um grupinho de amigos já estavam alucinados de tanto álcool. junte a isso uma garrafa de vinho conseguida com algumas amigas do diego e doses generosas de ypióca e você terá um quadro um tanto desastroso: diego caindo de cara na porta de ferro de uma loja, eu correndo atrás dele para pisar nos seus tênis novos, risadas exageradas, tombos e finalmente, ambos jogados no meio da praça do suspiro, praticamente desacordados.

diego começou a vomitar todo o macarrão que ele tinha comido na janta e eu, deitado próximo a ele, o acompanhei no processo de regurgitar as últimas refeições. alguém foi comprar paçoca e tentaram empurrar o doce de amendoim sua goela abaixo, mas ele colocava o doce todo pra fora novamente. quando tentava levantar-se, ele deitava em cima do vômito, sem ter ciência da cara de nojo com que as pessoas estavam o olhando. perdão por estar narrando as desventuras do diego ao invés das minhas, mas é que não tenho qualquer lembrança das minhas atitudes nesse dia. dizem que eu tirei a camisa, a joguei no chão e comecei a pisar em cima, a seu madruga style. mas eu lembro perfeitamente que achei que ia morrer aquele dia (rs).

o que vou contar agora é um dos fatos mais vergonhosos da história da nossa amizade: vendo o estado em que eu e diego nos encontrávamos, filipe e gustavo não mudaram de idéia e foram para a festa, nos deixando jogados ali naquela praça, sem a mínima preocupação se ficaríamos bem. e, além disso, deixaram outro bebum sobre meus cuidados, o josué, que tava tão péssimo quanto a gente.

eu tinha consciência de que agora precisava melhorar. vomitei tudo que tinha pra vomitar até só sobrar aquele ácido amarelo do estômago e, me sentindo um pouquinho melhor, carreguei josué e diego pra baixo da casinha do teleférico. fazia um frio desgraçado e tive que aquecer os dois com meus braços, enquanto eles balbuciavam palavras indecifráveis e tinham vertigens. graças a deus ambos já haviam parado de vomitar, senão eu seria alvo fácil para a comida regurgitada. o tempo ia passando e, quando consegui finalmente ficar de pé, fui caçar um táxi pra nos levar pra casa. despachei josué na casa dele e tive que subir as escadas de casa carregando diego. como gratidão, ele ainda vomitou o banheiro da minha casa, deixando a marca da festa mais frustada da história nos azulejos. primeiro lugar.

sábado, 13 de setembro de 2008

deixe que digam, que pensem, que falem...

o gustavo era originalmente o homenageado dessa semana, mas acho digníssimo mudarmos um pouco as regras por aqui, afinal, onde eu estava com a cabeça? hoje é aniversário da ágatha, portanto, nada mais justo do que meu blog ser todinho dela essa semana. e acho que o gustavo não vai dar muita importância de ser trocado assim na lata (rs). U.U

aaaaah, ágatha ^^
nossa história é curta mas já há tanta coisa pra relembrar. tudo começou numa noite exatamente no lugar onde a gente se sente em casa: num botequim (rs). era uma noite de inverno no el-dorado, um dos botecos mas pés sujos (e mais divertidos da cidade). rimos, entornamos todas, bebemos até bebidas quentes, eu pulei da escada do antigo fórum e capotei no meio da calçada, ela riu da minha cara e, dali em diante, já sabíamos: seriam nos botequins que teríamos os nossos melhores momentos.

mas os nossos encontros e desencontros vinham de muito antes: eu e ágatha estudamos na mesma escola muito antes desse primeiro contato no el-dorado. durante todo o tempo do jardel hottz nunca trocamos uma palavras e tampouco durante a época do jamil el-jaick (época que não vou comentar porque senão ela me come na porrada, rs). mas afinal, se não aconteceu durante essa época, é porque não era pra acontecer.
talvez se nossas vidas tivessem se cruzado naquela época já estaríamos saturados um do outro e não estaríamos agora saboreando essa ótima fase.

bom, depois da noite divertidíssima no el-dorado (falando nisso, precisamos voltar lá, hein?), houve um hiato indefinido (by los hermanos) entre ela e meu querido melhor amigo gustavo. mas do amor deles, é eles quem sabem, neh? (rs) o que importa é que alguns meses depoi
s os dois estavam finalmente engatando uma relação séria e com compromisso e, abrindo assim, a porta pro que seria uma belíssima nova amizade. porque, diferente de muita gente, o gustavo não me deixou pelo caminho quando começou a namorar. ele me levou junto pela estrada de uma forma fraterna e verdadeira, como irmãos realmente fazem. e ágatha viu que teria que se contentar em me ter por perto inconvenientemente na maioria do tempo (rs). claro que em doses comedidas, afinal, eu não sou nenhum sem noção. mas o grude é tão grande que miracema nos apelidou gentilmente de sherek, fiona e burro (rs). adivinha quem ficou com o papel do quadrúpede? ¬¬'

então veio a época de descobertas, segredos desvendados, revelações feitas... e lá estava ela, com suas opiniões globalizadas e desbocadas sobre o assunto. e se eu sempre achei que podia contar com você, ágatha, nesse momento difícil eu tive plena certeza ao te ouvir e ao fazer tudo isso parecer uma coisa natural (o que é, na verdade né?). às vezes parece até que alguma coisa estava me fazendo esperar você entrar na minha vida pra revelar, porque você tornou mais fácil, tanto pra mim quanto para o gustavo. não que ele não fosse aceitar se você não estivesse em nossas vidas, não é isso. mas ter você nas nossas conversas sobre o assunto fez toda a diferença.

e depois de tais revelações, o sob medida (pequeno boteco na rua portugal e nosso bar preferido, diga-se de passagem) nunca mais foi o mesmo. por quê? coloque 2 geladas na nossa mesa e sente-se à mesa ao lado para ver com os próprios olhos. eu e ágatha, depois de alguns copos, escandalizamos até o gustavo, que já nos conhece intimamente. imagina o que a gente faz com a mesa ao lado... (rs). da última vez que estivemos por lá, um senhor fingindo-se pudico quase adquiriu um torcicolo de tanto olhar para trás para ver quem estava falando tanta imoralidade. vamos fingir que acreditamos na pureza do cidadão né? ¬¬' ninguém viu que ele tava doido pra traçar aquela moça ao lado dele (rs). mas voltando ao assunto, um dia eu vou fazer um pequeno vídeo e postar aqui o que vira nossa mesa depois de algumas cervejas. claro, com algumas edições, senão meu blog sai do ar por tamanha baixaria (rs). contudo, uma coisa é certa: nossa mesa é a mais divertida do sob medida., sem sombra de dúvidas. desculpe emuxos, pseudo-alternativos, criancinhas que se acham super duper jovens e bacanas... não tem pra ninguém \o/

e vieram batatas fritas na minha casa... batatas fritas na casa dela... noites de conversas sem fim, manhãs mal-humoradas na minha sala... cara, são poucos meses que parecem uma vida toda já. e isso só acontece uma vez ou outra na vida, com pessoas deveras especiais. e ágatha veio pra minha vida pra ficar e pra fazer toda a diferença, mew. de verdade. e o presente que eu vou levar pra ti hoje à noite é uma prova de que acredito na longitude dessa amizade: um dia, quando estivermos velhos, experientes e com nossas vidas encaminhadas e eu precisar ir ao seu consultório ter umas conversas sobre minha vida conjulgal, sobre problemas sexuais ou de ereção ou sobre meu filho adotado rebelde querendo fugir de casa (rs), lá na mesa vai estar esse símbolo de que o que começou na nossa adolescência conturbada era pra vida toda. =]

então é isso, ágatha.
feliz aniversário. e que o nosso triângulo dure por mais dezenas de anos.
te amo. muito, mas muito mesmo. incontável. inenarrável.

ps importantíssimo: deixe que digam, que pensem, que falem U.U
porque, em suas próprias palavras, temos uma relação tão superior, que transcende a capacidade cognitiva de mentes inferiores!!!!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

the build-up lasted for weeks.

tive que deixar o blog parado por algumas semanas por 2 motivos, um técnico e um psicológico: o primeiro diz respeito ao monitor do meu computador, que anda temperamental como um jegue. a tela anda apagando e sou obrigado a dar-lhe uns cascudos para que volte a funcionar. ele já "pifou de vez" por umas 2 vezes, mas lá estava ele no dia seguinte ressucitando dos mortos. um novo monitor já foi devidamente providenciado, mas enquanto ele não chega, continuo quebrando um galho com a "mulher de malandro" aqui (rs). o segundo motivo que me levou a deixar o blog num hiato indefinido (by los hermanos, rs) foi o vazio existencial no qual andei perigrinando pelos últimos dias. é difícil de explicar essas coisas, mas a minha vida anda um pouco confusa. eu estou bem, muito melhor do que já estive em outras horas, mas falta algo. há uma lacuna imensa a ser preenchida na minha vida e às vezes, quando sinto que talvez esse espaço sempre estará em branco, eu meio que surto. nem digo exatamente que essa lacuna é a falta de um amor, mesmo que se caracterize nisso na maioria das vezes. não obstante, quando paro pra pensar nisso com afinco, a falta de objetividade da minha vida é o real problema: a falta de planos, de perspectivas, de sonhos, de chão, da coisa física e orgância de verdade, entende? (pausa para socar o monitor, rs). possivelmente você não entende e não sei como colocar em palavras mais simples. portanto, deixemos esse assunto de lado por enquanto. tentarei elaborar tópicos mais objetivos mais para a frente.

olhando o blog esses dias eu reparei numa coisa: essa porcaria anda egocêntrica pra caramba! tá certo que é um blog pessoal, pra desabafar e pra escrever o que não tenho a quem dizer, mas eu não sou muito disso. não sou de falar de mim obsessivamente ou de fazer de mim mesmo o personagem principal de qualquer coisa. portanto, resolvi criar uma nova coluna no blog pra simplesmente homenagear pessoas importantes da minha vida. soa piegas? foda-se, esse sou eu.

daí eu não queria começar com nada muito óbvio, mas realmente é impossível não escolher o gustavo como a pessoa ideal para estreiar esse quadro. os motivos serão entendidos no fim da semana, onde contarei porque esse moleque é uma das pessoas mais importantes da minha vida. por enquanto, contetem-se em apreciar as fotos mais toscas do arquivo pessoal dele, que estarão sempre aqui à esquerda da tela. seleção feita com muito carinho, viu ^^ (rs).

no mais, é bom estar de volta. num desses dias que meu monitor estava de chico, eu senti uma falta danada de poder sentar aqui e expressar alguns dos meus pontos de vistas. às vezes é quase uma necessidade íntima esse espacinho aqui na world wide web que eu venho gastando egoistamente pra choramingar desenfreadamente (rs). e eu sei que ninguém lê e que isso aqui não é o blog da marimoon (rs), mas me dá orgulho conseguir mantê-lo. é deveras medíocre e absurdamente mal-escrito, mas é graças a ele que hoje em dia venho conquistando a liberdade de ser quem eu realmente sou. e o que mais importa nessa vida a não ser a liberdade, não é mesmo?

nos falamos durante a semana.
take care, folks.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

useless top 5 - carreiras fracassadas

- o useless top 5 (top 5 inúteis) será um quadro fixo do meu blog, enumerando periodicamente os 5 melhores numa categoria irrelevante e sem importância alguma.

no useless top 5 de hoje, a lista mostrará um punhado das minhas invenções de moda nesses 22 anos que nunca deram muito certo: desde comerciante mirim a escritor de pseudos contos eróticos, essas são as minhas 5 carreiras fracassadas.

5º lugar: comerciante mirim
quando eu era pequeno, com uns 8 ou 9 anos, eu tinha um vislumbre por comércios, lojas e tudo ligado à compra e venda de produtos. no começo, eu expressava essa obsessão atráves de brincadeiras, pegando fitas cassete para fingir que eu tinha uma locadora, por exemplo. contudo, por duas vezes, eu levei a brincadeira um pouco além: na primeira delas, usei o pouco de dinheiro que tinha para comprar balas, doces, pirulitos e afins e, na varanda da minha casa, montei uma pequena bomboniere. só que, se eu pagasse x por determinado doce, eu cobrava metade no meu pequeno comércio, ou seja, minha noção de lucro era realmente fantástica. meu pai me explicou diversas vezes que eu precisava cobrar a mais do que eu havia gastado, mas eu não dava a mínima importância para o dinheiro. entrei em falência (obviamente) e eis que caio em outro ramo do comércio: locação de fitas de video-game. na varanda da minha casa também, peguei as fitas de master-system do meu primo e organizei uma mini-locadora. minha única cliente, andréia (prima do marcinho, citada no post sobre a viagem de petrópolis) deu um calote na loja, alugando uma fita e não querendo devolvê-la. e mais um vez fui obrigado a fechar as portas graças a esse incidente (rs).
5º lugar paras as tentativas frustradas de comércios na varanda da minha casa.

4º lugar: compositor
o período jamil el-jaick foi o ápice do meu momento gênio-criativo, tanto que todas as posições a partir daqui compreendem-se entre esse anos. mas, no segundo ano, depois que eu e carina escrevemos uma canção melosa enquanto ela tocava o violão, surgiram mais 16 canções que seriam o repertório do cd de estréia da nossa banda imaginária, o kyron. na verdade, ninguém sabia tocar porcaria nenhuma e as composições eram uma droga, mas um pequeno grupinho dos meus amigos aprendiam as letras e catnávamos juntos enquanto descíamos pedras ou em momentos mais íntimos.
não colocarei nenhuma letra completa aqui por pura vergonha (rs), mas aí vão alguns dos versos mais infames que a música brasileira já viu:

"depois de um belo banho, abro o guarda-roupas para escolher a roupa ideal
sinto logo o clima, o astral lá em cima / vou arrasar no visual"
- é so para curtir, canção sobre sair na noite de sábado com os amigos.

"aí vai um toque amigo para você se ligar
curta bem a adolescêcia, ela nunca vai voltar"
- curtindo a adolescência, faixa que servia como trilha sonora do livro que eu havia escrito naquele ano (mais detalhes abaixo).

mas o ápice do cd era uma faixa bem humorada narrando uma viagem de carro para o litoral. num dos momentos da epopéia musical, eis que surge o seguinte verso poético:

"tudo já estava horrível mas podia piorar
minha tia marieta tava querendo mijar
a chuva tava muito forte, ela não ia lá fora
e resolveu o seu problema com uma garrafa de coca-cola
levanta a saia, tira a roupa, o mijo começa a jorrar
e meu irmão não tira o olho: "tô vendo sua xo**ta!"
a garrafa era pequena, começou a transbordar
e o mijo da minha tia nos meus pés veio parar
mamãe pega o perfurme e espirra no ar assim (tsssssssssss)
misturando vômito e mijo com perfume de jasmim
tia marieta, aliviada, põe a roupa no lugar
meu irmão ainda gritando: "eu vi sua xo**ta!"

tanta poesia não podia ficar de fora do useless top 5. 4º lugar para o kyron e suas canções - e em breve prometo colocar essa letra na íntegra aqui no blog (rs).

3º lugar: promotor de prêmios musicais
vma, vmb, grammy, prêmio tim... tudo ficou para trás em 2004, quando surgiu o PAMA. o que é o PAMA? como não sabes, meu deus! em que planeta você vive? (rs).
o Paraíso Annual Music Awards aconteceu em abril de 2004, na varanda da casa do diego. era uma premiação como o grammy, tirando o glamour e todo o resto (rs). mais de 24 pessoas votaram em seus artistas favoritos através de formulários feitos à maquina de escrever, porque naquela época ninguém tinha computador por aqui ainda. os apresentadores do prêmio, eu e filipe, não sabíamos o texto, nos atropelávamos, falávamos juntos e suavámos como se estivêssemos no saara. a decoração do prêmio incluía uma cartolina com o nome dos indicados e um pisca-pisca de lâmpadas de natal escrevendo PAMA na parede. o figurino era terrível, indo de uma camisa florida a la hawaii a uma camiseta preta do limpbizkit.
mas o pior de tudo: toda essa bagunça musical foi gravada e hoje em dia é arquivo indispensável da nossa adolescência. ingrid viera gravar tudo e acabou se tornando câmera-girl oficial dos meus projetos retardados.
a 2º edição do pama chegou a ser projetada e o blog onde as pessoas poderiam votar ainda está ativo: http://pama2006.blogspot.com/ . mas como nunca aconteceu, a 1º edição é o verdadeiro clássico e fica aqui com a 3º posição.
fotos do PAMA 2004:


foto 1: os apresentadores se preparando para o próximo prêmio. note a umidade de suor no rosto deles, as cartolinas na parede e marcinho cuidando do buffet do espetáculo (um super churrascão rs).
foto 2: a galera reunida no final do programa, com o pisca-pisca ao fundo.
foto 3: galerinha rock'n'roll... uhu! (rs)
em breve eu tentarei conseguir a versão filmada dessa pérola e colocarei no youtube, beleza? é algo que realmente vale a pena para quem está a fim de dar boas risadas.

2º lugar: roteirista e diretor de cinema
o sucesso do pama acarretou um período megalomaníaco de projetos um tanto ambiciosos. o fato de ter uma câmera a disposição agora serviu de incentivo para colocar em prática um dos meus sonhos desde infância: o de fazer um filme.
o roteiro foi escrito em um dia apenas e contaria a história de betinha, uma hermafrodita que depois de perder o amor da sua vida por causa da sua situação biológica, resolve rodar o mundo para encontrar pai xunxê, um macumbeiro e única pessoa que pode ajudá-la a resolver o problema. em sua viagem pelo mundo ela era perseguida pelos capachos de michelle, a nova namorada de pedro paulo emanoel francisco, sua alma gêmea. infelizmente eu não encontrei o roteiro original aqui em casa, mas vou pegá-lo na casa do diego e digitá-lo, porque realmente vale muito a pena.
a escolha do elenco foi simples e rápida: filipe faria betinha, obviamente, enquanto diego seria seu par romântico. lauane foi convocada para fazer michelle, a vilã do filme e gustavo faria o macumbeiro pai xunxê. lorelay teria uma pontinha como a empregada que não sabia cozinhar, enquanto eu, além de dirigir (rs) faria com leandro o papel dos capatazes que perseguem betinha. um elenco brilhante para uma história fantástica.
o filme ganhou o nome de "meu vizinho é uma surpresa", e antes de ser deixado de lado, infelizmente, teve um dia desgastante de filmagens. há por volta de 8 minutos de material desse projeto, onde filipe, caracterizado de betinha, arranca risadas de toda a equipe, lauane não consegue decorar seu texto e lorelay grava ao telefone (única cena realmente terminada). esse material nunca foi visto, porque não temos a fita suporte para apreciar esses momentos de pura diversão. mas eu ainda coloco isso aqui no blog, vocês vão ver só! por enquanto, "meu vizinho é uma supresa fica com o 2º lugar, como a carreira mais fracassada de alguém no cinema.

1º lugar: escritor
minha carreira de escritor começou cedo, lá pela 5º série no jardel hottz. nessa época, eu escrevia pequenos contos de 20 ou 30 páginas, todos em letras engarranchadas e com conteúdo muitas vezes plagiado de outras obras. para incentivar as pessoas a lerem o que eu escrevia, eu fazia pequenos mistérios e quem os descobria, ganhava um super lanche na cantina da dona enedina (rs). marketing é a alma do negócio.
o primeiro romance veio por volta dos anos 2000 e é um retrato do que eu vivia àquele ano. "curtindo a adolescência" conta a história de carol, uma menina que acabara de trocar de escola e se apaixonar pelo cara mais popular do colégio. um enredo tipicamente de malhação, mas essa era exatamente a intenção. muitas coisas do que eu vivia e sentia naquela época estão infiltradas na história com sutileza e na escola o livro acabou sendo um sucesso. levei por volta de 9 meses para escrevê-lo e por não ter feito rascunho, o livro contém muitos erros e um português deveras básico. obsoleto, mas muito importante na minha vida, esse foi meu primeiro livro.
logo no começo de 2001, animado com a boa recepção dos meus amigos, comecei a escrever meu 2º romance. paty e digão, os protagonistas, depois de viver um romance litorâneo tórrido, são separados pelo cotidiano e com a eminência de nunca mais se encontrarem. vivem suas vidas e, 20 anos depois, se reencontram para continuar o que não puderam naquela época. essa é a história de "um dia espero te reencontrar", projeto muito mais ambicioso e trabalhado que seu antecessor: 1 ano e meio escrevendo-o e mais 3 meses depois para passar suas 700 páginas a limpo à mão. contudo, o reflexo da minha época mais depressiva está presente no livro e a protagonista acaba morrendo no final, causando a fúria de TODOS os meus amigos. o final acabou não sendo muito bem recebido e há relatos de pessoas que choraram com a morte de paty às vésperas do seu casamento com digão.
e em 2005/2006 era a vez de gabriel e os seus "segredos em sol nascente", o melhor dos 3 trabalhos mesmo sendo abandonado pela metade. a história do rapaz que larga sua vida para recomeçar numa pequena cidade litorânea atraiu a atenção de muitas pessoas, tanto que sua comunidade no orkut obtivera mais de 130 membros. com base no suspense e no mistério, mas ainda muito preso à fórmula novela-das-oito, até hoje as pessoas me perguntam por que gabriel foi embora, por que ele não tira a camisa e todas as outras questões da trama. infelizmente, as respostas continuam guardadas no meu cérebro e não têm a mínima intenção de sair de lá. o projeto foi abandonado quando percebi que o meu foco estava totalmente errado e, que para continuar escrevendo-o, eu precisaria recomeçar e retirar muita coisa desimportante para a trama. a preguiça nunca deixou que eu fizesse nada disso (rs).

por ser a minha carreira fracassada de maior conhecimento, meus 3 livros estão aqui no primeiro lugar. até o próximo useless top 5 ;)

domingo, 6 de julho de 2008

conversas de noites de inverno

a noite fria encontra seu sentido no copo de cerveja gelada. o bar, situado em uma rua comercial apertada e bem iluminada é freqüentada por pessoas perdidas na intenção de serem alternativos e diferentes. não importa. a maquiagem usada pelo rapaz-emo que passa bebendo um litro de cachaça no gargalo não significa nada para mim. a mesa ao lado, cercada por pessoas falando alto sobre assuntos irrelevantes tampouco importa. tudo deixa de existir no momento decisivo de contar aquilo que foi ocultado por tanto tempo.
o nível etílico sobe desenfreadamente. o álcool se espalha em nossos sangues, causando uma entorpecência cômoda e privando nossos cérebros da consciência verbal. tudo é dito sem filtros, em meio a risadas exageradas de fazerem os olhos lacrimejarem. não obstante, ele nunca fora um apreciador da sutileza. ele não entende. não compreende o sentido das piadas. até que a fumaça dos comentários cômicos se dissipa com a pura e simples verdade, dita pela primeira vez com os olhos nos olhos. e o álcool faz seu papel de tornar o momento um eufemismo da verdade. a aceitação vem imediatamente, seguida de conversas noturnas numa caminhada rumo à casa. eu não os perdi, embora esse nunca fora realmente o meu medo. tudo está devidamente no seu lugar agora, enquanto a sensação de liberdade esvai-se deliberadamente pelos meus poros. liberdade, ainda que tardia.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

biografia autorizada - parte 2

esse post é uma continuação desse aqui.

o fato que marca a transição da minha infância para adolescência foi a troca de escola: era hora de deixar os amigos de 5 anos do hermínia e mergulhar no desconhecido do jardel hottz. mas na verdade, a adaptação no novo colégio não foi difícil como imaginei que seria e, de todos os relacionamentos que tive lá, vale frisar que um que me permanece até hoje é minha amizade com a ingrid (essa moça da esquerda na foto ao lado). o porquê eu realmente não sei, já que na época do jardel hottz eu passava 72% do tempo em sala de aula implicando com ela, junto com o jackson e o maycon. más companhias são um problema (rs). nessa época também eu fui tio pela primeira vez e para uma criança de 12 anos ser tio é uma coisa bem diferente. mas eu curti muito, vivia enfurnado na casa da minha irmã beijando a testa do patrick (ela berrava quando eu fazia isso, dizendo que eu tava babando a criança rs).

a mudança de escola veio de novo e o ensino médio não começou de um jeito muito agradável para mim. e talvez foi nesse ano que eu e ingrid apertamos os laços da nossa amizade, já que ela era a única pessoa que eu tinha no jamil el-jaick, colégio que não me recebeu acolhedoramente como os outros. comecei a faltar aulas de tão mal que me sentia naquela turma e minha mãe foi chamada à escola por conta disso. eu só fui me adaptar ao colégio e fazer amizades no 2º ano, ou seja, todo o ano de 2001 foi um martírio para mim. contudo, essa foi uma época criativa para mim: foi nos anos do jamil el-jaick que escrevi dois épicos da literatura brasileira (rs): curtindo a adolescência, um conto sobre a juventude do século XXI mal-escrito e com idéias mirabolantes sem noção (rs); e um dia espero te reencontrar, a epopéia de um amor impossível que acaba em morte. okay, confesso que são 2 porcarias, mas creio que mereço o mínimo de respeito pelo meu esforço: esse segundo foram 700 páginas de rascunho e depois passei as 700 páginas a limpo, já que não possuía computador na época. os 2 cardernos com as aventuras de paty e digão se encontram bem guardados na casa da lory, como relíquias da minha adolescência.

o período 2001-2003 trouxe também os meus tempos de depressão e introspecção: mudamos para uma casa gigante na rua heckert e eu passava quase todo o tempo nessa casa trancado no meu quarto mal-iluminado, ouvindo música ruim no meu discman (nessa época eu ouvia de the calling a charlie brown jr. tsc...) e escrevendo coisas taciturnas e depressivas. não via meus amigos, o único contato social que eu tinha era na escola, me afastei dos meus pais, o que tem reflexo até hoje na relação com eles e tinha devaneios idiotas sobre suicídio e morte. mudamos da rua heckert para um condomínio no nova suíça e aí então que a coisa piorou: a distância física do filipe (a única pessoa que eu mantinha contato nessa época) me jogou num poço de solidão que quase fez eu me entregar. esses tempos nefastos só passaram quando nos mudamos de volta para a chácara do paraíso, para a casa onde vivo até hoje.

a escola repentinamente acabou: nessa época eu já tinha dado meu primeiro beijo com um moça que apareceu do nada lá na rua do filipe. eu era iniciante, porra, e as palavras dela me fizeram passar 1 ano sem beijar mais ninguém. eu e filipe chamos esse período de trouble b (problema beijo rs). o fim da escola me deixou meio desnorteado, afinal, era hora de se jogar na vida. meu pai mandou eu ir caçar um curso e eu queria fazer inglês afinal, inglês é parte integrante da minha vida desde minha coleção magic english (sim, eu aprendi inglês com mickey, pluto, pateta e derivados). meu pai embarreirou o curso de inglês e acabei entrando pra manutenção de computadores por ser um curso rápido. péssima idéia, dinheiro jogado fora e 6 meses perdidos. a vida então se encaixou no meio-expediente na locadora porque em 2007 o processo de recuperação do meu couro cabeludo (explicado detalhadamente na parte 1 desse post) recomeçaria.

dessa operação eu tenho vastas lembranças, portanto, posso dividir algumas com vocês: o expansor colocado no meu cocuruto fez um verdadeiro quebra-molas na minha cabeça e se você desse tapinhas nele, dava pra ouvir o soro lá dentro se mexendo. gustavo nunca conseguiu colocar a mão porque ele morria de nervoso e não era para menos: eu fiquei parecido com um e.t. com aquela deformação na cabeça. eu tirei o expansor em junho e voltei para fazer uma operação mais simples em dezembro. na verdade, chega de expansores! tudo que o dr. henrique (um médico excepicional, diga-se de passagem, que sempre foi muito atencioso comigo) fará agora são implantes para cobrir as partes pequenas que faltam. se eu vou me livrar do boné depois que essas pequenas operações acabarem, sinceramente, eu não posso afirmar. mas que eu já me sinto mais livre e confortável com isso é uma certeza.

e eis que chegamos a 2008, a cena final do volume 1 do filme da minha vida (boiou? primeiro post do blog, por favor). em março desse ano eu começei a trabalhar na casa do doce, meu primeiro emprego de verdade, já que na locadora sempre foi meio-expediente. o começo lá foi muito difícil, já que o vinicius não estava satisfeito com o meu aproveitamento e, ao invés de falar comigo sobre isso, estava falando com os outros funcionários. pensei diversas vezes em sair, desistir, jogar a toalha... mas aos poucos me adaptei e hoje em dia estou bem satisfeito com meu trampo. trabalhar na casa do doce também foi deveras importante para a minha aproximação do gustavo, já que por trabalharmos juntos, nos tornamos ainda mais próximos.

mas se a parte profissional se encaixava durante o ano de 2008, havia algo errado na minha vida pessoal. algo muito errado. a tristeza começou a achar espaço e a ir se acomodando como se tivesse sido convidada; a infelicidade apagava lentamente o sorriso do meu rosto, enquanto a angústia se acoplava ao meu corpo, deixando um mal-estar de que tem algo muito errado. e quando ficou impossível de suportar, quando já estava causando dor demais para seguir em frente, eu conversei com a bia e pude novamente respirar. tassi viria em seguida, trazendo um pouco mais de paz pra minha amargura, dúvidas e complexos.

e então, na segunda-feira dessa semana, num banheiro sujo onde deixei as lágrimas rolarem deliberadamente, a tela em fade-out anunciava o fim do volume 1. e parece que dessa vez a continuação superará o filme orginal. que venha o volume 2!

domingo, 22 de junho de 2008

useless top 5 - melhores conversas

- o useless top 5 (top 5 inúteis) será um quadro fixo do meu blog, enumerando periodicamente os 5 melhores numa categoria irrelevante e sem importância alguma.

no useless top 5 de hoje, vou eleger as 5 pessoas com quem tenho as melhores conversas: aquele papo furado de horas sobre assuntos variados, contemporâneos e (in)úteis, aquelas risadas, piadas e comentários infames e aquelas pessoas com quem tenho mais afinidade pra falar sobre tudo e desabafar na hora que a coisa aperta.

5º lugar: bianca
aaah, a bia! essa moça lá de goiás que veio aos poucos conquistando meu coração com seu jeito tão próprio, cativante e amável. nós nos conhecemos há pouco mais de um ano, numa espécie de jogo viciante que causa sérios problemas na vida real (rs, ela sabe do que estou falando). eu sempre tentava fazer meu personagem se aproximar dela, mas ela sempre me ignorava prontamente com respostas educadas e assuntos sem continuidade, para que eu não pudesse continuar a prosa (rs). até que a magia aconteceu: passamos a gastar horas nesse jogo com conversas cômicas, hilárias, de fazer a barriga doer de tanto rir.

até que o jogo, de uma hora para a outra, terminou para nós dois. e, quando nos vimos raphael e bianca frente a frente, sem o pano de fundo que eram nossos personagens, a química entre a gente já estava tão viva que foi exatamente a mesma coisa. e eu fico muito feliz com isso, porque ficar sem a bia na minha vida é totalmente sem condição!

as minhas conversas com a bianca são mágicas, só assim consigo descrever: eu posso estar com problema que for, com o humor mais para baixo possível que é sempre na janela dela que eu encontro a risada necessária. e depois da primeira, há uma sucessão de espasmos e risadas que podem acordar o vizinho e uma vibração tão boa e positiva que é impossível ficar indiferente. contudo, obviamente que nem só de humor sagaz e pecamino vive nossa janela do msn: a gente se pega sempre devaneando sobre a vida e suas dificuldades, sobre o quanto ela é nerd e estará rica antes dos 30 e sobre minhas crises existencialistas e meus complexos.

a bia é assim: traz tante felicidade para as minhas conversas com seu senso de humor malicioso e apurado, tanta confiança com seus conselhos e suas confissões e tanta cultura inútil com suas horas assistindo tv fama que o 5º lugar não podia ser de outra pessoa. te amo, potranca! (rs)

4º lugar: ivando
toda vez que vou procurar emprego eu tenho uma preocupação fixa: o que conversar com a pessoa com quem trabalharei. na verdade, eu sou péssimo pra conversas rotineiras, aquela coisa maçante do dia a dia e a diplomacia de papos com pessoas que não me conhecem.

quando o ivando me chamou para trabalhar na locadora, eu aceitei prontamente, mesmo que tivesse esses medos. contudo, nos 2 anos que fiquei lá, aconteceu exatamente o contrário: eu nunca precisei me preocupar com conversas rotineiras de companheiros de trabalho, porque nossos papos sempre foram profundos e cheios de assunto. com ivando eu aprendi muito sobre filmes e foi ali que adquiri meu gosto por cinema de verdade. nossas opiniões sobre música sempre divergiram um bocado, mas eu consegui implantar pelo menos um pouco de coldplay, death cab for cutie, keane e outras bandas no gosto musical ultrapassado dele (rs).

e quando o assunto sobre cultura acabava, a gente passava tardes falando sobre a vida. e muitas vezes as conversas que tive com ele, a confiança que ele tem na minha capacidade de ainda ser alguém me davam o incentivo de me esforçar mais um pouco e correr atrás. certas conversas até mesmo enchiam meus olhos de lágrimas pela pronfudidade e sinceridade e, com certeza, essas conversas com ivando são parte crucial do meu amadurecimento como pessoa.

pelas melhores conversas no local de trabalho que eu tive e que terei durante toda minha vida, o 4º lugar é dele. quero ver quem mais acha que conversar com o patrão é tão bom assim (rs).

3º lugar: tassi
tassiane esteve em todas as fases da minha vida: na infância, na escola; na adolescência, quando ela vinha para a loja da mãe dela que fica perto da minha casa; e agora, na fase adulta, com menos tempo, mas com a mesma intensidade.

antigamente, a gente colocava toda a nossa energia em falar mal das pessoas (rs). sentávamos na porta da loja da mãe dela e começávamos a destilar veneno em qualquer um que desse motivo. nossos comentários eram tão inteligentes e observadores que as crises de riso eram impossíveis de ser contidas. mas eu e a tassi amadurecemos juntos. ela um pouco mais rápido que eu, obviamente, já que é a ordem natural das coisas e as mulheres sempre amadurecem primeiro que os homens. e mesmo que não tenhamos perdido a sagacidade dos comentários maldosos, o foco de nossas conversas agora são mais profundos e relevantes.

a verdade é que há muita cumplicidade entre mim e tassi. segredos entre a gente praticamente não existem e um sempre fica afoito para contar ao outro o que tá rolando. e por tanta cumplicidade, risadas e por uma amizade duradoura e verdadeira, o 3º lugar é dela. =]

2º lugar: gustavo
dos meus 4 amigos que compõe o grupo de amizades desde a infância, nem sempre o gustavo foi o mais próximo de mim. isso passou a acontecer, basicamente, depois que a gente começou a trabalhar junto. e desde então, não há como negar que os laços que já eram muito fortes se apertaram ainda mais.

ultimamente nós temos falado muito do futuro, dos nossos medos e perspectivas e de tudo que está prestes a acontecer. e a gente fala disso por horas, acordados no escuro da noite até a gabriela (irmã dele) reclamar que já são 2hrs da matina e a gente não pára de falar (rs). mas o passado nunca é esquecido nesse olhar para o futuro e as lembranças sempre geram muitas risadas e uma sensação de que tudo valeu a pena.

independente do que o futuro está prestes a trazer, eu e o gustavo sabemos como nos divertir: praticamente rimos durante todo o tempo que passamos juntos, coisa de deixar o maxilar doendo. são piadas, comentários, gracinhas, ironias, sarcasmos que muitas vezes só nós dois entendemos, mas basta um olhar pra cara do outro que a percepção acusa que tem algo muito engraçado por perto (rs).

uma das pessoas mais importantes que já cruzaram minha vida. e as pessoas importantes não aparecem sem motivos. nunca. 2º lugar ;)


1º lugar: bia
nós moramos a milhares de quilômetros de distância e nos falamos por telefone ou ao vivo somente uma vez. não obstante, as conversas por msn com a bia são tão importantes para mim que nada disso a impediu de ficar com o 1º lugar desse useless top 5.

como eu disse num post anterior, eu e a bia nos conhecemos graças ao jack johnson e, mesmo que hoje em dia nem falemos do cantor-surfista, a afinidade continua intacta. por quê? porque não era a coincidência de gostar do jack johnson que nos unia. eram nossas personalidades fortes e únicas, nossa inteligência (até hoje peço uma cpi no teste de q.i., o qual, devido a um roubo, ela conseguiu 3 pontos a mais que eu), nosso gosto pra cultura em geral e, principalmente, nossa capacidade de abrir o coração pra deixar uma pessoa totalmente estranha entrar.

quando eu converso com a bia, sinceramente, é como conversar com uma pessoa que sempre esteve na minha vida, que me conhece tão bem que parece até impossível surpreender contando alguma coisa. e o msn não torna nada frio, superficial ou algo do tipo. as conversas são tão calorosas como se estivêssemos próximos e aptos a nos abraçar no momento que um dos 2 precisa. e é na pagina dela que rolam os lamentos, as lágrimas e as principais conversas sobre o meu medo de aceitação e meu complexo de inferioridade.

e, por tanta coisa mas, principalmente, por me oferecer generosamente um oásis no meio de um mundo de tanta complicação e turbulência; por me oferecer o único lugar do mundo onde eu posso ser eu mesmo; e por ser exatamente a pessoa que ela é, o 1º lugar é todo seu bia.
te amo ;)