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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

belle and sebastian no circo voador: uma odisseia.

Era início de outubro quando descobri que Belle and Sebastian, uma de minhas bandas favoritas, estava de malas prontas para desembarcar no Brasil. Como vocês sabem, sou universitário, destes que encarnam muito bem o papel e vivem duros, contando as pratinhas para a xerox de apostilas. Mas resolvi que essa era uma ocasião especial e quebrei o porquinho, juntei as economias e adquiri meu ingresso - deixando algumas apostilas de História da Língua Portuguesa para um futuro remoto.

O dia era 12 de Novembro, uma sexta-feira acizentada e úmida. Os planos eram pegar meu ingresso com a Nati no Rio às 17h e seguir, com o auxílio da minha santa Tia Cléia, para a casa da Karla, minha prima, com quem iria ao show. Contudo, quando sua banda favorita está prestes a tocar, a lei de Murphy estará à espreita, preparando o bote.

Cheguei às 14h à rodoviária, já descobrindo que o próximo ônibus para o Rio com poltronas vagas só partiria às 16h. Sem problemas, a baldeação é um amiga minha de outros carnavais. Assim, de Friburgo para Cachoeiras, de Cachoeiras para Itaboraí e, finalmente, de Itaboraí para o Rio, uma rota que economiza na grana proporcionalmente o que gasta na paciência. Três ônibus e um atraso não previsto na agenda. SMS para a Nati, possuidora do meu ingresso até então, que avisa que não pode me esperar e precisa atravessar para Niterói. Lá se vai meu ingresso, cruzando a Guanabara numa barca velha.

Passava das 18h quando desembarquei no Rio, achei minha tia e fomos juntos para o terminal das barcas. Sexta-feira. Horário de rush. PUTA QUE PARIU, como tinha gente naquele lugar! Uma fila de 30 minutos, uma viagem numa barca abarrotada e, finalmente, tinha em mãos a preciosidade da noite, disfarçada de uma filipeta de papel de 15 cm. Era mais de 20h quando tomamos o ônibus de volta para o Rio, rumo à casa da Karla. Lembro-me do nervosismo, da ansiedade e, acima de tudo, do medo de perder o show que me assolou durante o percurso do coletivo.

Às 22h, encontro Karla na esquina de sua casa. Faltava 1h para o show. Lache rápido, trocas de roupas, compras de quilos de alimentos e, proxíma parada: Lapa. Encontro o Lucas - um amigo com o qual havia marcado de assistir ao show junto - na fila e, lutando contra todas as forças que regem o planeta Terra, estava dentro do Circo Voador na hora programada.


Make me dance, I want to surrender.

foto de Nailana Thiely.

Os escoceses entraram no palco com 30 min. de atraso, Murdoch com roupas invernais que contradiziam o clima quente que tomaria conta do show. "I didn't see it coming", faixa que abre o álbum mais recente, também abre o show, e um coro estridente de arrepiar os pelos acompanha a voz delicada e suave de Sara, que era só sorrisos. Seguiram "I'm a Cuckoo" e "Step Into My Office, Baby", ambas do álbum "Dear Catastrophe Waitress", que já mostravam o rumo que o show tomaria: a melancolia tão característica de Murdoch e sua trupe daria espaço para as canções mais dançantes, do indie pop de "Dirty Dream #2" e "Write About Love" às feitas para cantar junto, como "The Wrong Girl" e "Another Sunny Day". O vocalista esbanjou carisma com suas dancinhas exuberantes e suas arranhadas no português, chegando a atravessar o público no meio de "If you find yourself caught in love" para terminar a canção na arquibancada superior do Circo. Momento de delírio coletivo.

A doçura das melodias mais melancólicas esteve salpicada num setlist feito para agradar a novos e antigos fãs: "Lord Anthony" e "The State that I'm in" arrancaram suspiros, enquanto clássicos do "If you're feeling sinister" (meu álbum favorito dos caras de hoje e sempre), como "Judy and the Dreams of Horses" e "Like Dylan in the Movies" foram acompanhadas com aplausos calorosos e coros emocionados. Esqueci-me até da ausência da canção homônima desse segundo álbum quando pude berrar a plenos pulmões os versos de "The Loneliness of a Middle Distance Runner". Também vale ressaltar o quão bacana ficou o arranjo que fizeram para "Piazza, New York Catcher", canção que Murdoch cantou sentado à beira do palco, derramando simpatia para a plateia.

Se me pedirem para ser imparcial e dizer como foi o show do Belle and Sebastian do Circo Voador, sou obrigado a assumir que não conseguiria. Era uma das minhas bandas favoritas há pouco mais de 20 m de distância, tocando todas as canções que eu já havia ouvido à exaustão. Mas assista ao vídeo de "Get me Away from Here, I'm Dying", faixa que fechou o show, e tire suas próprias conclusões. Se o show de São Paulo foi acusado pela imprensa de ser frio, podemos dizer que os cariocas mostraram aos escoceses todo o calor do nosso país.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

chama a funai que o programa é de índio!

era pra ser simplesmente um domingo pra aproveitar o sol banhando-se em um dos poços maravilhosos que a região tem a oferecer. entretanto, acompanhe comigo nesse diário de bordo como as coisas saíram de controle e o domingo acabou virando uma frustrada road tripping pelas regiões serrana e litorânea do estado.

08:00
eu acordei por volta das 8 graças a uma guerra contra um mosquito travada ainda no travesseiro (guerra que eu venci dando um tapa na própria orelha, rs). como ainda era muito cedo e não tínhamos planos de madrugar no poço, fiquei por um tempo ouvindo um pouco de iron & wine no pc e aproveitando pra despertar por completo. liguei pro diego por volta de 8:40, acordando-o e marcamos de sair dali a algumas horas.

09:25
encontrei com marcinho em frente à locadora e, pra variar, diego ainda não havia chegado. pra quem não conhece diego, vale lembrar que pontualidade nunca será o forte o dele. marcinho comprou um bono pra comermos enquanto o esperávamos e eu já deixava bem claro que estava totalmente duro e ia passar o domingo inteiro na aba deles (rs). alguns muitos minutos depois ¬¬' diego finalmente chegou e partirmos para cachoeiras de macacu, local traçado como itinerário desde o dia anterior.

cachoeiras de macacu
população: 53765
área 956 km²


ao lado, mapa do trajeto de nova friburgo, legendado como ponto A, a cachoeiras, legendado como ponto B. são 38,8 km de distância e a viagem dura em torno de 39 minutos.

10:15
quando chegamos a cachoeiras, diego cismou que sabia um caminho para um poço deveras fodástico escondido em meio à mata. seguimos a rua que ele indicou e tudo que encontramos foi uma estação de tratamento de água. okay, sem stress (ainda!). descemos de volta a rua barrenta e, depois de uma passadinha numa padaria local para comprarmos pão, queijo, presunto e bebidas, seguimos para o tal poço do menino preto [?].

10:50
cachoeiras de macacu é cortada por um rio enorme e, em muitas partes de sua extensão, a água empoça, tornando-se pontos aptos para o banho e o nado. o tal poço do menino preto nada mais é que uma grande quantidade de água empoçada: a areia é mínima, há algumas pedras e uma certa correnteza. diego foi o primeiro a pular na água enquanto eu molhava apenas as canelas (rs). diego havia jurado que o poço era praticamente deserto, o que cogitamos ser verdade quando chegamos lá e vimos apenas um pai brincando com seu filho pequeno. marcinho acabou entrando na água também e aos poucos, molhando as pernas na correnteza gentil da água, senti que o domingo tinha tudo pra ser formidável. entretanto...

11:30
... o poço vazio do diego não demorou a receber mais visitantes: um grupo de 5 pessoas que começou a pular das pedras altas, a nadar numa bóia e a escalar as pedras próximas do rio. e, de alguma forma, parecia que elas estavam fazendo tudo aquilo para se mostrar pra gente. inconscientemente nos tornamos platéia das estripulias aquáticas das moradoras locais. não demorou pra chegar outro grupo de banhistas... e outro.. e, em poucos minutos, o poço indie do diego (como ele mesmo denominou) virou um verdadeiro piscinão de ramos. ¬¬'

12:05
anti-sociais convictos que somos, decidimos encontrar um lugar mais privado pro nosso domingo. seguindo pela beira do rio na direção contrária à correnteza, subimos até achar outro lugar apropriado para o banho. contudo, é uma pena não ter uma foto pra mostrar que o lugar parecia um pântano. enquanto eu e diego caíamos na gargalhada, marcinho atolava o pé na água barrenta, mosquitos davam um voo rasante na água parada e o capim florescido ao nosso redor fazia nossas pernas penicar. não havia jeito, precisávamos sair à caça de um outro poço.

12:25
uma conversa à beira do asfalto (o momento em que tudo desandou e o domingo virou programa de índio):

diego:
vamos pra sana, poxa.
raphael:
tá doido? olha que horas são. a gente vai chegar lá e ter que voltar, não vai dar tempo de fazer nada.
marcinho:
e no jornal marcou chuva pra hoje à tarde.
diego:
não vai chover nada, olha lá, o céu está azulzinho.
marcinho:
pô, se a gente for a uns 100km/h a gente tá lá por volta de 2 horas. dá pra aproveitar bastante.
raphael:
bem que a gente podia arranjar uma paradinha lá, hein?
marcio:
eu empresto dinheiro pra vocês, mas eu não quero, não.
(momento de reflexão)
raphael:
okay, vambora então.

pequena nota: a tal paradinha citada na conversa nada mais é que capim-limão pra fazer chá.

12:30
três descamisados, um carro em altíssima velocidade e o rádio tocando o silêncio que precede o esporro do rappa no último volume. o que isso te lembra?

sim, esse foi um verdadeiro momento leleske. vide foto ao lado pra comprovar de que isso realmente existiu, porque quem me conhece pode duvidar de que eu fui parte disso. até a camisa do marcinho com o rosto do bob marley ornamentando o fundo da foto se encaixa perfeitamente na falta de bom senso momentânea que nós 3 tivemos (rs). mas poxa, deixa eu brincar de ser feliz: leleske por um dia, eu fui! i-hiii (mini-hang loose pra comemorar).

sana
sana é um lugarejo bucólico longe dos centros urbanos do rio de janeiro, localizado na serra de macaé e cortada pelo rio sana. (informações sobre população e área não encontradas).

na foto abaixo, mapa do trajeto entre cachoeiras de macacu (ponto a) a sana (ponto b). são 84,4 km de distância e aproximadamente 1 hora e 15 minutos de viagem.


14:40
depois de uma exaustiva viagem pela estrada serra-mar, avistamos a entrada de sana. um caminho de terra ao lado de um belíssimo e turbulento rio me lembrou em alguns momentos as terras de macondo, onde os buendías foram fadados a cem anos de solidão. e eu queria ter muito mais pra falar de sana, mas infelizmente eu não posso: marcinho, à direção, não parou no lugar e continuou seguindo a estrada cheia de pedras, arranhando o fundo do carro e sujando-o de barro. quando nos demos conta de que não estávamos mais próximo de civilização alguma, já era tarde. a estrada, maltratada pela erosão e pelas últimas chuvas torrencias, tornavam uma volta quase impossível. tínhamos que continuar seguindo em frente até chegar em frade, outros dos destritos de macaé.
veja nas fotos abaixo a condição da estrada de sana para frade. ¬¬'

15:50
quando encontramos uma única viva alma no meio daquele nada barrento, veio a temerosa notícia: precisámos ir para macaé, pegar a estrada para rio das ostras e então fazer todo o trajeto de volta para friburgo. eu até que tentei, mas não pude conter o mau-humor que tomou conta de mim pelas próximas horas. acabou sobrando pro diego: de 2 em 2 minutos eu soltava um palavrão cabeludo pra caracterizar a pessoa dele (rs). a foto ao lado mostra bem o mau-humor estampado no meu rosto.

no mais, foram horas divertidas dentro do carro do marcinho. por volta das 17:30 estávamos em macaé, às 18:20 uma passadinha na praia costa azul de rio das ostras e depois o caminho de casa. por volta de 19:30, finalmente, eu colocava os pés cansados dentro da minha casa.

mesmo com todas as presepadas e mudanças de planos, foi um domingo deveras divertido. e, principalmente, foi um dia pra fazer algo que eu não fazia há tempos: ficar perto desses dois caras que são tão importantes na minha vida.
quando é a próxima aventura, hein? =)


créditos:
mapas: google maps
dados das cidades: wikipédia

sexta-feira, 4 de julho de 2008

diário de bordo - viagem à petrópolis 22/jun

esse post já devia ter sido escrito há dias, afinal essa viagem aconteceu há 2 semanas atrás. mas marcinho é sempre enrolado para passar as fotos que tiramos na câmera dele.

para quem não conhece, petrópolis é uma cidade serrana do estado do rio de janeiro, conhecida pelo seu passado imperial, já que na época da monarquia, tio dom pedro II e a patota portuguesa toda moraram por lá. quem não se liga em história, vai à petrópils encher as bolsas de compras pra revender pras vizinhas, já que na rua teresa há todos os tipos de roupas por preço de banana (expressão da época da minha vó). e tem gente que vai à petrópolis para não ficar em casa aturando um domingo tedioso embalado pelas piadinhas do fasutão. é o nosso caso.

nossa excursão à petrópolis não foi pouca bosta, não, viu? precisamos de dois carros para suportar todas as pessoas que queriam conhecer a cidada imperial. no carro 1, marcinho com a namorada, fernanda, a mãe dele, zete, a sogra e a prima andréia. no carro 2, fabrício, o motorista, filipe, eu, andré e rômulo. os relatos desse post dizem respeito ao carro 2, já que eu não estava no 1, obiviamente.

a viagem de ida foi liderada por sono, paisagens rurais, piadas certeiras e música pop de baixa qualidade. fabricio mostrou-se bem mais seguro no volante, evitando os possíveis ataques cardíacos que ele sempre me fazia ter antigamente. rômulo ficava doido toda vez que via uma bandeira do fluminense, filipe passava todas as músicas que tocavam no rádio (engraçado que o mp3 foi feito por ele e nem ele mesmo atura tais porcarias) e os dois juntos atazanavam andré deliberadamente (rs). em teresópolis, paramos para filar um café do carro 2 e, estranhamente, o pic-nic à beira da estrada deles incluía kibes e morangos [?]. uma combinação um pouco estranha, é verdade (rs).

quando chegamos à petrópolis, a primeira coisa que chama atenção é a arquitetura dos prédios: parece que não foi construído nada de novo lá desde a morte de dom pedro II. a cidade tem um ar de museu conservado em naftalina, mas mesmo assim é de uma beleza nostálgica inquestionável. o tempo estava péssimo; uma chuvinha rala caía do céu cinza-escuro quando finalmente descemos do carro para a primeira parada.

catedral são pedro de alcântara: o imponente prédio com sua arquitetura gótica foi nossa primeira parada. imediatamente ao entrar, a mãe da fernanda ajoelhou-se e começou uma oração enquanto fomos desbravar os cantos do local sagrado para os cristãos. logo à porta há 4 túmulos de membros da corte que eu realmente não lembro quem eram (rs) e perto deles, uma estátua de um santo oferecendo um pedaço de pão. eu queria tirar uma foto aceitando o pão (rs), mas fiquei com medo de ser expulso do lugar pela minha blasfêmia. o orgão, que fica num andar superior ao salão não perdeu seu ar ostensivo, mesmo necessitando de uma restauração urgente. o altar é do tamanho da minha casa inteira e os detalhes da arquitetura são fantásticos, mesmo para quem não liga para religião. filipe não sabe o que heresia, mas sabe como ser um herege: diante dos quadros que se seguem por toda a catedral, mostrando os últimos momentos de cristo antes da crucificação, ele cismou que jesus tava parecendo um modelo posando semi nu, graças à foto onde estão tirando as vestes do cara (rs). esse foi só um dos comentários sem noção que ele berrava em meio a igreja, pra quem quisesse ouvir. meia hora depois, a mãe de fernanda ainda estava rezando (rs) e isso rendeu piadinhas enquanto partíamos para o 2º passeio do dia.

trono de fátima: "o nome do lugar é trono de fátima e a mulher está em pé. como pode isso? parece aquelas menininhas bagunceiras que a mãe fala 'senta filhinha!' 'não quero, não quero!'". com esse comentário herege de filipe, chegamos ao 2º passeio católico da nossa viagem à petrópolis, passeio o qual eu começava a achar que estava se tornando um seminário cristão. a belíssima estátua da santa fica no alto de um morro de onde dá pra ter uma ótima visão de petrópolis, principalmente do cemitério [!], o qual é bem estranho: fica à beira da estrada e vai ricocheteando ao lado dela, como se fosse uma simples vegetação emoldurando-a. quem arquitetou aqueles cemitério foi um gênio (rs). filipe mostrou-se indignado com o local para acender velas e com a sala dos milagres, onde havia várias cabeças de boneca em prateleiras de madeira, uma coisa meio filme trash de terror. mas o que eu realmente achei de mau-gosto foi uma fotografia que se encontra na pequena capela: uma imagem holográfica de jesus crucificado que abre os olhos conforme você adentra o local. e na pequena tenda de suvenirs havia bonecos infláveis dos power rangers [?]. o que é o capitalismo, não é mesmo?

palácio de cristal: petrópolis vende o palácio de cristal para os turistas como se fosse a 8º maravilha do mundo moderno. e qual minha decepção ao chegar lá e encontrar um monte de vidros imundos presos a uma base de metal verde... e NADA além disso. segundo andréia, a única coisa ali restante da época monárquica é o lustre (imundo também, diga-se de passagem) e que a graça do lugar ficava nas serestas que rolavam ali antigamente. a coisa que mais me chamou a atenção, na verdade, foi o banheiro: nunca vi um palácio com um banheiro tão sujo na minha vida (rs). e não, o banheiro não tem paredes de vidro (dãããã)(rs).

almoço: não era nem meio-dia ainda quando marcinho decidiu que pararíamos para almoçar. e o que milorde decide é lei, meu caro (rs). fomo a um self-service e eu começava a armar meu prato para comer um belo churasco, quando dei de cara com uma apetitosa lasanha à bolonhesa. na boa, eu resisto a muita coisa, menos a um belo prato de lasanha. e eis que surge a nova tendência gastronômica de 2008: lasanha com farofa (rs). em seguida, parei em frente ao churasqueiro:

ele: opa rapaz, vai de quê?
eu: picanha, por favor cara.
ele: está um pouco mal-passada.
eu: sem problemas, eu gosto assim.
(ele corta e coloca a carne mais vermelha que já vi na minha vida no meu prato)
ele: mais o quê, fera? a fraldinha tá ótima.
eu: pode ser, cara (como se eu conhecesse carnes por nome ¬¬')
(ele corta e coloca 2 pedras de carvão no meu prato)
(olho pra ele e antes que ele possa me oferecer mais alguma coisa, saio de fininho)

depois da picanha crua e da fraldinha preta mais dura que casca de árvore, eu dei graças por ter colocado aquela bela fatia de lasanha no meu prato.
ps: meu prato saiu o mais caro de todos, mas também, com aqueles dois tocos de carvão nele, neé? ¬¬'

rua teresa: como eu disse no começo do post, a rua teresa é um ótimo local para comprar roupas, principalmente para quem tem lojas ou quem revende. uma rua enorme só com lojas de roupas é o sonho de qualquer mulher com um cartão de crédito às mãos, não é não? só isso explica o sumiço de fernanda e a mãe dela por quase 2 horas, zete e andréia por tanto tempo quanto, e os homens esperando impacientemente as mulheres fazerem suas compras. na verdade, até paramos para comprar algumas coisas também, mas não demoramos mas que 40 minutos para isso. e a tarde acabou indo quase toda embora graças ao consumismo descomedido dessas mulheres.

casa de santos dummont: o homem morava numa casinha menor que a dos 7 anões e querem cobrar 5 pilas pra ver isso? you got to be kiddin' me!

quitandinha: quando chegamos ao quitandinha, a noite já começava a cair, assim como uma forte chuva torrencial . portanto, mal deu para sairmos do carro e tirar essa foto aí do lado. o prédio parecia ser bacanão, mas não poderíamos entrar aparentemente e a chuva nos atrapalhou a ver o lago que (dizem) tem o formato do mapa do brasil. uma pena, porque eu realmente estava interessado nesse passeio em particular.

hora de ir embora: acabamos pegando uma neblina do cacete na serra de petróplis (aquela estrada já é assustadora com o tempo tinindo, imagina com neblina >.<) e paramos numa padaria em teresópolis para comer salgadinhos pingando gordura. ótimo jeito de acabar uma viagem imperfeita, não obstante, deveras divertida. =]